Fonte: Wikipedia
Lenine pode não ter sido o primeiro, mas usou sua genialidade nordestina, junto a um certo traquejo carioca, para detonar a frase "Tá todo mundo aqui, menos Luiza, que está no Canadá". Quando lançada na internet, adquiriu um tom de pegadinha: "sabe quem é a Luiza?, aquela... que está no Canadá!".
Em menos de dez dias, os internautas disseminaram o "bordão-pegadinha" não por serem idiotas, como questionou o jornalista Carlos Nascimento, na noite de ontem (19/01/2012), mas por se tratar de uma novidade, uma pegadinha humorística, e pela frase ter nascido em seu berço naturalmente "conflitante" , numa propaganda que cita alguém descontextualizadamente, que deveria estar ali, mas não está.
Muitas piadas são idiotas, e rir delas não nos faz idiotas. Ao contrário, em um de meus livros, tratei do humor como sinal de inteligência (contextual), e da alegria como resultado de sucesso (linear). A palava que define os autistas, inicialmente rotulados de idiotas, mantém significado parecido a idiota: alguém que vive em seu próprio mundo. E autistas possuem senso de humor bastante restrito, embora possam ser pessoas bem alegres.
Quem não buscar saber quem é Luiza, ficará em seu próprio mundo, e não achará graça. Quem buscou e viu que se tratava de algo relacionado ao mundo do pai da moça, e de sua família, identificou que a frase era idiota, imediatamente (e pode não ter achado graça também). Mas quem usou essa frase, nos mais diversos contextos, na última semana, com certeza se divertiu muito, tanto da reação de quem entendeu, quanto daqueles que entenderam patavinas!
Fato é que essa pérola pode ser tanto engraçada como novidade em um jogo contextual (humor tipicamente brasileiro, incluindo os bordões) ou como humor linear, em que todos esperam que a piada seja completada por alguém (algo tipicamente norte-americano).

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