Parece que algumas obras chegam perto de seu final, algo em torno de 75%, e encaram algum tipo de "barreira" que é difícil de definir. Foi o que percebi em alguns livros, especialmente. Como no recentemente lido "As Esganadas", de Jô Soares (algo bem sutil) e "Budapeste", de Chico Buarque. No caso de "Budapeste", Chico não está sozinho: com um grande clássico da Literatura Mundial, acontece o mesmo: "Don Quixote de la Mancha", de Miguel de Cervantes y Saavedra. Em ambos os livros, o personagem principal mergulha numa espécie de depressão psicológica em meio ao questionamento: "volto (para a cidade, no caso de Chico) ou não volto (para as batalhas imaginárias, no caso de Cervantes)", e essa "barreira" ocorre a menos de um terço do final, cujo bom rompimento depende, essencialmente, da criatividade do autor.
*Fonte da imagem: http://www.tienda-medieval.com/pt/64-Dom-Quixote-sentado-Armor.html
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